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sábado, 13 de agosto de 2011

91 Anos: É uma festa portuguesa com certeza...

Nesta data tão especial para nossa Portuguesa, mais um 14 de agosto, mais um ano de vida, divulgo aqui minhas colunas especiais sobre o aniversário da Lusa nos sites para os quais escrevo. Em cada um deles abordei um aspecto diferente da Rubro-Verde.


Em minha coluna no site Canelada, o foco é a torcida lusitana. Traduzir em palavras o que quer dizer o amor é algo impossível, ainda mais o amor que sentimos por um clube de futebol, no caso a Portuguesa. No entanto, tento reproduzir em palavras um pouco do amor que sentimos por esse clube, a paixão que move nosso fanatismo, que nos faz estar ao lado da Portuguesa na alegria ou na tristeza. Penso que muitos se identificarão com algumas coisas que citei na coluna, pelo menos foi essa minha intenção, reproduzir um pouco do que sentimos em comum por esse clube. Para ler esta coluna, clique aqui!

Já na seção da Portuguesa do site Os Geraldinos, o foco da coluna foi a história da Lusa. Como o site selou uma parceria com a Revista Placar há pouco tempo e seus melhores conteúdos são divulgados pela revista futebolística mais importante do país, achei por bem focar esta coluna na história da Portuguesa, nos vários craques revelados pela Rubro-Verde ao longo da história. Vou da fundação aos dias atuais, passando pela mística da data de aniversário da Lusa, que alude à histórica Batalha de Aljubarrota. O post também contém vídeos de jogos marcantes de nossa história. Para ler esta coluna, clique aqui!

Por fim, no site Pontapé, reproduzi um material histórico, um de arquivo pessoal e outro que encontrei em um blog na internet. Os dois materiais são páginas escaneadas da Revista Placar. Uma delas, de 1986, contém uma reportagem sobre o maior presidente da história da Lusa, Oswaldo Teixeira Duarte. Postei tanto a página da revista quanto o texto da matéria na íntegra. Para ler, clique aqui! A outra reportagem também foi publicada pela Placar, mas em 1973, e trata da vida da então revelação da Portuguesa, Enéas Camargo. Uma interessante e maravilhosa reportagem sobre nosso eterno "homem-gol". Para conferí-la, clique aqui!

terça-feira, 29 de março de 2011

Memória Rubro-Verde: O inesquecível Armando Nogueira sobre o eterno Dener

Sei que grande parte da torcida da Portuguesa não gosta muito do jornalista Juca Kfouri. Reconheço que há muitos motivos para isso, principalmente pela maioria de suas opiniões sobre a Lusa serem quase todas negativas e pejorativas. No entanto, nesta terça-feira (29), Juca Kfouri postou em seu blog uma homenagem a Armando Nogueira, um dos maiores jornalistas e cronistas esportivos que esse país já viu, que falecia há um ano exatamente. Para homenageá-lo, Juca Kfouri postou um texto de Nogueira sobre Dener, na ocasião da morte do "Reizinho do Canindé".

Não pude deixar de reproduzir aqui o post de Juca Kfouri que, além de homenagear um dos maiores ídolos do Canindé, também homenageia um dos maiores cronistas esportivos que o Brasil já teve, se é que um dia terá outro igual. O cartoon abaixo foi feito por Fellipe Elias da Silva, colaborador do blog do Juca Kfouri. Confira abaixo o texto de Armando Nogueira:

Post retirado do Blog do Juca Kfouri:

Um ano sem o mestre...17 anos sem Dener

A morte silencia os pés de Dener.

Pés polêmicos. Angelicais.

Não o conheci pessoalmente. Conheço-o, apenas, de colossais cintilações com a bola. Vi-lhe, porém, mil vezes, o rosto na televisão. Tinha olhos de desenho animado. Redondinhos. Duas bolinhas de meia. Levemente, tristes. Olhar de drible. Dissimulado de quem pressentia um golpe traiçoeiro da vida. Morreu dormindo. Só assim mesmo: desperto, teria driblado o destino.

Desde Garrincha, ninguém driblou neste mundo com a graça e a audácia de Dener. Oferecia a bola, sonso e doce manjar. O rival, de bote armado. Infausta missão. Dener saía, fogoso, fagueiro, a versejar com a bola, sua musa. Ela, só dele. Se não era poeta, Dener jogava um futebol poético. Seus dribles hão de pulsar sempre no meu peito que, agora, se consome de tristeza.

É mais uma alegria que se vai do futebol. Como tantas que se foram noutros pés, agora, relembrados, com infinda saudade. Pés poéticos, que reiventaram a árida geometria do futebol. Quando o via a driblar e fintar meio mundo, eu me perguntava, morto de inveja: de que servem meus pés, se Deus não me ensinou a driblar como Dener?

Consola-me imaginar que o anjo que levou Dener deste mundo é o mesmo que alçou os pés de Garrincha, no vôo derradeiro.

Consola-me saber que, enfim, Dener está liberto de chuteiras, de escudos, de críticas, de palmas, de bandeiras. Consola-me, Dener, saber que driblarás, agora, sem tensão, no silêncio do teu céu. Como Canhoteiro, jogarás de pés descalços. Como Garrincha, peito nu. Intangíveis feito a tarde musical dos campos em delírio.

Três anjos do futebol celestial.

Confesso que tu partes, Dener, sem me ter feito um grande favor. Sempre esperei de ti que, um dia, ainda haverias de driblar, de uma vez, os dois times de um mesmo jogo: o teu e o dos outros; e que haverias de entrar, magnífico, com bola e tudo, nos dois gols, ao mesmo tempo. Porque tua bola, anjo Dener, sempre rolou acima do bem e do mal. Nem derrota, nem vitória. Só devaneio. Tua bola nunca foi a bola dos homens, que é meio de vida. Tua bola sempre foi e será a bola dos meninos, que é fantasia, apenas.

Teus troféus, que eu saiba, foram todos esculpidos no tempo e no vento. Na pureza da grama que florescia de teus dribles. Flor de tantas relvas por teus pés pisadas.

E porque me lembras outro menino, na efêmera eternidade de um drible, despeço-me de ti, com a mesma prece com que me despedi de Garrincha:

Onde quer que estejas, cuida bem de ti, porque, um dia, hás de voltar à brisa dos campos como a lua que volta ao pátio dos poetas.

Link: http://blogdojuca.uol.com.br/2011/03/um-ano-sem-o-mestre/

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Parabéns ao maior lateral-direito da história do futebol brasileiro!!

Dejalma dos Santos, o Djalma Santos, nasceu no dia 27 de fevereiro de 1929, na Parada Inglesa, São Paulo. Seu sonho sempre foi de se tornar piloto, mas um grave acidente em sua mão o fez desistir de seu sonho. Djalma chegou a trabalhar como sapateiro. Seu futebol começou a ter evidência quando ele ainda tinha 13 anos, jogava no Internacional da Parada Inglesa, uma equipe de várzea do seu bairro. Sem deixar sua profissão de lado, Djalma Santos realizou testes no Ipiranga e no Corinthians, mas teve que abrir mão de ambos pelo ruim horário dos treinamentos, interferindo em seu trabalho.

Porém, quando teve sua oportunidade de jogar pela Portuguesa, seu patrão concordou que ele trabalhasse no período noturno para que pudesse dedicar-se, em conjunto, ao futebol. No primeiro contrato assinado com a Rubro-Verde, Djalma Santos recebia 1500 cruzeiros de salário. A primeira partida disputada por Djalma Santos, como profissional, na Lusa, aconteceu no dia 16 de agosto de 1948, contra o Santos. A Portuguesa perdeu por 3 a 2, com seus gols marcados por Pinga e Simão.

Até 1949, Djalma Santos jogava como “centro-médio” (aos termos da época), porém, após a milionária contratação de Brandãozinho para a posição, Djalma fora deslocado para a lateral-direita, onde se consagraria mundialmente. Pela Lusa, jogou por 10 anos e 9 meses, somando 453 partidas. Vestindo a camisa lusitana, representou a Seleção Brasileira em 53 oportunidades, chegando à um recorde mundial no ano de 1956, com 19 partidas disputadas, 10 vitórias, 5 empates e 4 derrotas.

Sua ultima partida como jogador da Portuguesa aconteceu em um clássico contra o clube para o qual iria posteriormente, o Palmeiras. No dia 29 de abril de 1959, a Lusa goleou o time alvi-verde por 6 a 3. Em 23 de maio de 1959, no escritório de Nestor Pereira, benemérito do clube, Djalma Santos foi vendido ao Palmeiras por 2 milhões e 700 mil cruzeiros, recebendo 20 mil mensais e 500 mil de luvas.

Em 1968, deixou o Palmeiras e transferiu-se para o Atlético-PR, time no qual encerrou a carreira como jogador, aos 42 anos, e iniciou a de técnico. Logo depois foi trabalhar como técnico no Peru e, na volta ao Brasil, dirigiu Internacional de Bebedouro, Sampaio Correa-MA, União de Mogi das Cruzes e Vitória-BA.

Seleção da FIFA, em Wembley

Djalma Santos disputou as Copas de 1954, 1958, 1962 e 1966, sendo campeão em 58 e 62. Disputou 100 jogos pela Seleção Brasileira e mais 22 amistosos contra clubes. Foi o primeiro atleta a integrar a Seleção da FIFA em uma partida disputada em Wembley, quando ainda era da Lusa. Foi eleito pela entidade máxima do futebol mundial como o melhor lateral-direito da história do futebol mundial.

Em 30 de janeiro de 1972, com 43 anos, Djalma Santos vestiu mais uma vez a camisa da Lusa, em uma vitória amistosa por 2 a 0 sobre a Seleção do Zaire, jogo esse que fazia parte dos festejos de inauguração do Canindé. Djalma Santos foi o segundo jogador que mais vestiu a camisa da Portuguesa, logo atrás do volante Capitão. Foi ele também o primeiro jogador a completar 100 jogos com a camisa do time.

domingo, 26 de dezembro de 2010

Memória Rubro-Verde: Julinho Botelho e Nena

No início do mês, mais precisamente no dia 11 de dezembro, a Rádio Bandeirantes (AM840 - FM90,9) exibiu mais uma edição do programa "Memória", apresentado por Milton Parron. Só tive acesso a tal programa neste final de semana, quando um torcedor luso divulgou em um fórum sobre a Portuguesa na internet. O programa "Memória" tem como propósito resgatar programas antigos da rádio, bem como dar aos ouvintes a noção exata dos acontecimentos que marcaram o país, não só no esporte, sob o ângulo da época desses acontecimentos.

Em pé: Lindolfo, Djalma Santos, Ceci, Nena, Floriano e Brandãozinho. Agachados: Julinho Botelho, Zé Amaro, Ipojucan, Osvaldinho, Ortega e o massagista Mário Américo.


Nessa edição, Milton Parron resgatou o programa "Balanço Geral", que não existe mais, mas que foi apresentado pelo próprio jornalista nos seus 3 últimos anos de existência. O programa em questão data de 1998, quando Milton Parron entrevistou conjuntamente dois grandes ídolos do futebol brasileiro e da nossa Portuguesa, os craques já falecidos Nena e Julinho Botelho.

Julinho Botelho


Abaixo disponibilizarei o link direto do site da Rádio Bandeirantes onde pode-se ouvir o áudio completo desse programa que citei. A partir dos 13 minutos de programa, Milton Parron passa a entrevistar os dois ídolos rubro-verdes concomitantemente. Julinho Botelho e Nena contam um pouco de suas carreiras, a presença marcante de ambos no melhor esquadrão que a Portuguesa já teve em toda a sua história - na década de 1950 - assim como a memorável goleada lusa sobre o Corinthians por 7x3, a passagem de ambos pela Seleção Brasileira e muito mais.

Nena


Fiquei emocionado ao ouvir esse programa e em especial esses dois ídolos rubro-verdes, que engrandeceram e enobreceram a história e a tradição da nossa Portuguesa de Desportos, por isso resolví divulgar aqui no blog para que mais torcedores lusos tenham acesso à essa "preciosidade".

Ouça diretamente o áudio do programa clicando aqui!

Se não conseguir escutar, acesse pela página do site da rádio onde está hosedado o áudio do programa clicando aqui!



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sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Memória Rubro-Verde: Há 4 anos atrás...

Que o próximo e último jogo da Portuguesa nesta Série B nos remete ao ano de 2006, ninguém pode negar e nem preciso explicar muito o porquê. Coincidências do destino, além de colocarem a Ponte Preta em nosso caminho, também colocam o Sport. Há alguns dias escrevi no site Canelada sobre a relação entre Lusa e Ponte nesses últimos anos e seus confrontos polêmicos e decisivos para um dos lados, ou até para ambos. Para ver, clique aqui!

Porém, aqui quero escrever, já preparando o coração dos lusitanos para o(s) confronto(s) de sábado, sobre os jogos decisivos entre Portuguesa e Sport nesses últimos tempos, e todos justamente no final do campeonato. E começo pelo inesquecível ano de 2006...

Festa após o "Milagre da Ilha"


A Portuguesa estava jogada às traças, começou o ano com o técnico Giba, terminou o Paulistão com o técnico Edinho e seguiu um bom tempo da Série B com Barbieri. Dá até arrepios ao ouvir esses nomes. Já no segundo turno da Série B, com uma campanha pífia e convivendo no limiar da zona de rebaixamento, nossa desesperada diretoria resolveu trazer Candinho, talvez o segundo maior técnico da história da Lusa após Otto Glória.

O vice-campeão brasileiro de 1996 fez o que pôde, mas percebeu que não conseguiria extrair daquele time o necessário para tirá-lo desta zona tão perigosa e praticamente sem volta. Candinho, na minha opinião, foi correto em sua saída. Ele tem um nome a zelar dentro do clube. Dentro do Canindé, seu nome é respeitado, admirado e reverenciado. Como não é um técnico de estilo motivador, com humildade percebeu que não poderia ajudar o clube no momento, e entregou o cargo zelando por sua história na Lusa.

Porém, Candinho trouxe ao time alguns jogadores que seria muito úteis mais à frente na competição. Faltanto 12 rodadas para o término do campeonato e com todos dando a Lusa como morta na competição, já na laterna da Série B, eis que chega Vágner Benazzi. O até então desconhecido técnico, que trazia consigo um currículo de acessos e salvações de rebaixamento, mas que até chegar na Lusa não teve a visibilidade necessária para se tornar conhecido à âmbito nacional, surpreendeu a própria torcida lusa.

Benazzi tinha 12 jogos pela frente, o primeiro deles contra o Náutico, no Canindé. Embaixo de muita chuva e em uma "casa portuguesa" vazia, Benazzi deu mostras de um time que não tínhamos visto até então no ano. Um time que, se não tivesse técnica e organização tática, mostrava muita garra, determinação, vontade de vitória e de tirar a Lusa daquela situação. O caminho não era fácil, mas alí, com aquela magra vitória por 1x0, a torcida lusa percebeu que uma luz no fim do túnel começava a se acender, o "honrar a camisa" voltou a fazer parte da equipe lusa.

Sport x Lusa pela última rodada da Série B 2006


Das 11 partidas que teve até o último jogo, Benazzi conquistou 5 vitórias, 3 empates e 3 tropeços. O número de vitórias alcançada por Benazzi correspondia ao número de vitórias que a Lusa alcançara nas outras 26 rodadas. Para uma equipe que lutava contra o rebaixamento, eram números excelentes. O treinador levou a Lusa à última rodada do campeonato dependendo das próprias pernas para livrar-se da Série C.

A Portuguesa, de morta na competição, dependia apenas de sí para se salvar. Vale lembrar que um caos tomava conta do clube, os salários dos funcionários estavam atrasados, fiscais da justiça chegavam ao Canindé penhorando tudo que viam pela frente e o próprio presidente da Lusa, Manuel da Lupa, declarou à época que se a equipe caísse à Série C, o clube "fecharia as portas" do futebol. A Portuguesa abriria mão do mais importante em sua história, o futebol.

Os jogadores tinham pela frente o Sport na Ilha do Retiro, mais precisamente no dia 25/11/2006. A equipe pernambucana já estava classificada à Série A e aquele era o "jogo da festa do acesso" para os rubro-negros. Antes de saírem de São Paulo, os funcionários do clube se reuníram com os jogadores implorando à eles uma vitória, uma vitória que mantivesse a Portuguesa viva para o mundo do futebol, mesmo porque o "ganha pão" deles dependia disso.

O "predestinado" Alex Alves


A Portuguesa foi à Recife determinada a se salvar e a renascer para o futebol brasileiro. Não preciso aqui explicar o que aconteceu na partida, pois todos os lusos já sabem. Só relembro que até os 43 minutos do segundo tempo a partida estava empatada em 2x2, resultado que rebaixava a Lusa. Porém, no penúltimo minuto de jogo, o predestinado Alex Alves, como já era conhecido por sua passagem anterior no clube, proporcionou uma alegria nunca antes vista na torcida da Portuguesa. Alex Alves foi o homem responsável pelo "Milagre da Ilha", que prefiro não descrever e sim emocioná-los com a narração inigualável de Paulo Sodatte:



Eu, particularmente, não conheço nenhum torcedor luso que não chore ao ouvir essa narração. Por mais que ouçamo-la pela milésima vez, sempre temos uma lágrima de alegria a despejar. Só para relembrar os gols da partida, em vídeo, e a confusão no meio de jogo, seguem os melhores momentos do "Milagre da Ilha":



Voltando ao tema do post, dois anos mais tarde o Sport nos encontraria novamente no final de um campeonato brasileiro. Dessa vez na Série A, em 2008. Mais uma vez cercada de incompetência e crises políticas, a Lusa se afundava na vaidade dos dirigentes e chegava à penúltima rodada já praticamente rebaixada. Após Benazzi, Espinoza e Estevam Soares como técnicos da equipe, foi o mesmo Sport que nos rebaixou à Série B com uma vitória por 2x1 em pleno Canindé. Foi o penúltimo jogo do campeonato, porém, simbolicamente foi o útlimo.

Neste ano de 2010, Portuguesa e Sport se encontrão mais uma vez em um momento decisivo no campeonato. Mais uma vez na útlima rodada. E mais uma vez temos à nossa frente uma realidade parecida à de 2006 quando olhamos para nosso técnico. Podemos, sem problema algum, traçar um paralelo entre Guedes e Benazzi. Sérgio Guedes chegou à Lusa falanto 10 rodadas para o término do certame. O treinador conquistou 6 vitórias, 1 empate e apenas 2 derrotas até essa partida final.

A Portuguesa vai à Recife enfrentar um Sport que não luta por mais nada no campeonato, já que permanecerá na Série B para 2011. Porém, desta vez não dependemos apenas de nossas próprias pernas e sim da Ponte Preta. Esse sábado em muito se parece com aquele de 2006, dois técnicos que pegaram a Lusa desacreditada, inclusive sua torcida, e "revolucionaram" a postura da equipe, chegando à última rodada contrariando todas as expectativas. Benazzi nos proporcionou o "Milagre da Ilha", será que teremos com Sérgio Guedes "Milagre da Ilha - O Retorno"?


terça-feira, 21 de setembro de 2010

Vadão terá 5 baixas para enfrentar o Santo André

Para a partida contra o Santo André, na noite desta terça-feira, às 19:30 no Canindé, o técnico Vadão terá 5 desfalques. O lateral-direito Paulo Sérgio recebeu o terceiro cartão amarelo na última partida e cumprirá suspensão automática. Já no Departamento Médico está Gláuber, com uma inflamação no tendão do pé direito, Ademir Sopa, se recuperando de um pisão no tornozelo esquerdo, Luis Ricardo, com uma lesão muscular na coxa direita, e Dodô que se recupera de uma contusão no joelho direito.

A Confederação Brasileira de Futebol já divulgou o trio de arbitragens que será responsável por comandar a partida desta noite. O trio é paulista e será comandado por Élcio Paschoal Borborema, que será auxiliado por Luiz Quirino da Costa e Junivan Rodrigues de Souza.

Vale lembrar que nesta partida a Portuguesa atuará com seu terceiro uniforme, inteiramente preto e com a cruz de avis na parte frontal da camisa.

  • Histórico de Portuguesa x Santo André:
Total de jogos: 39
Vitórias da Portuguesa: 16
Empates: 15
Vitórias do Santo André: 8
Gols da Portuguesa: 54
Gols do Santo André: 42

  • Memória Rubro-Verde:
Feitos exatos 12 anos ontem, no dia 20 de setembro de 1998, a Portuguesa goleava o São Paulo, no clássico realizado no estádio do Pacaembú válido pela 13ª rodada do Campeonato Brasileiro. Gols de Emerson, César, Leandro, Carlinhos, Evandro, Ricardo Lopes e Da Silva. Relembre:



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sábado, 14 de agosto de 2010

A última parte do "Especial Lusa 90 anos"

Encerramos nessa coluna o “especial” sobre os maiores jogadores que vestiram a camisa da Portuguesa desde sua fundação.



Essa última parte conta com: Caxambú, Pinga, Djalma Santos, Ivair, Enéas, Edu Marangon, Leandro Amaral e Capitão.


Confira:
http://canelada.com.br/portuguesa/lusa-90-anos-craques-rubro-verdes-parte-final/

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quinta-feira, 12 de agosto de 2010

A 5ª parte do "Especial Lusa 90 anos"

Continuamos com o “especial” sobre os principais craques que vestiram o manto rubro-verde durante os 90 anos da Portuguesa.

Essa 5ª parte conta com Carioca, Nena e Noronha, Renato, Zé Maria, Badeco, Toninho, Roberto Dinamite e Paulinho Mc Laren.

Confira: http://canelada.com.br/portuguesa/lusa-90-anos-craques-rubro-verdes-parte-5/


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segunda-feira, 9 de agosto de 2010

A 3ª parte do "Especial Lusa 90 anos"

Continuamos com o “especial” sobre os principais craques que vestiram o manto rubro-verde durante os 90 anos da Portuguesa.

Essa 3ª parte conta com Mesquita, Brandãozinho, Ipojucã, Félix, Dicá, Célio, Gerson Sodré, César e Émerson.

Confira: http://canelada.com.br/portuguesa/lusa-90-anos-craques-rubro-verdes-parte-3/

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domingo, 8 de agosto de 2010

A 2ª parte do "Especial Lusa 90 anos."

Continuamos com o “especial” sobre os principais craques que vestiram o manto rubro-verde durante os 90 anos da Portuguesa.


Essa 2ª parte conta com Conrado Ross, Cabeção, Muca, Ditão, Miguel, Luis Pereira, Esquerdinha e Rodrigo Fabri.

Confira:
http://canelada.com.br/portuguesa/lusa-90-anos-craques-rubro-verdes-parte-2/

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sábado, 7 de agosto de 2010

Especial dos 90 anos da Lusa no Canelada

Faltando uma semana para o aniversário da Portuguesa, no dia 14 de agosto, inicio no Blog Canelada um especial sobre os maiores jogadores que já passaram pela nossa Lusa.


Esse especial será dividido em 7 partes, cada uma delas será postada em um dia, somando-se em 7 dias, até o aniversário da Lusa. Cada uma dessas partes está subdividida em 6 'épocas':

Anos 20, 30 e 40/ Anos 50/ Anos 60/ Anos 70/ Anos 80/ Anos 90.

Nessa primeira parte do especial estão presentes Filó, Julinho Botelho, Servílio, Leivinha, Orlando "Gato Preto", Serginho, Éwerton, Dener e Sinval.

Para conferir essa primeira parte do especial é só clicar no link: http://canelada.com.br/portuguesa/lusa-90-anos-craques-rubro-verdes-parte-1/

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segunda-feira, 31 de maio de 2010

Memória Rubro-Verde: Brandãozinho



Semana passada, relembrei aqui no Blog um pouco da vitoriosa carreira de Jair da Costa, ex-craque da nossa Lusa. Como afirmei, todas as semanas eu postarei sobre a história de um jogador que foi à uma Copa do Mundo enquanto vestia a camisa da Portuguesa. Dessa vez falarei de Brandãozinho.

Antenor Lucas nasceu em Campinas no dia 9 de junho de 1925, desde criança começou a jogar futebol, começou nas categorias de base da Ponte Preta, e ainda nas categorias amadoras jogou na Caldense(Poços de Caldas). Porém, foi mesmo na Portuguesa Santista que o atleta se profissionalizou. Em 1947 foi transferido à Portuguesa de Desportos, primeiramente ele seria negociado com a Lusa por 400 mil cruzeiros, mas a negociação não ocorreu porque o diretor da Briosa envolvido na transferência não podia vender o jogador.

Apenas 22 meses depois, em 10 de agosto de 1949, ele finalmente viria à Lusa, dessa vez custanto 600 mil cruzeiros. Apesar de todo o esforço e dificuldade em trazê-lo, via-se que a negociação valeu a pena, Brandãozinho foi um dos melhores jogadores que a Portuguesa teve na posição em todos os tempos. Ainda assim foi difícil inscrevê-lo no Campeonato Paulista, com muito custo e com a ajuda do então presidente da FPF, Roberto Gomes Pedrosa, o atleta teve o aval para vestir a camisa da Lusa.

Em pé: Lindolfo, Djalma Santos, Ceci, Nena, Floriano e Brandãozinho. Agachados: Julinho Botelho, Zé Amaro, Ipojucan, Osvaldinho, Ortega e o massagista Mário Américo.


A estreia de Brandãozinho aconteceu em um clássico contra o Palmeiras, no Pacaembu. Apesar de ter feito um gol com menos de 10 segundos de jogo, nossa Lusa acabou sofrendo a virada em um dos melhores jogos do Palmeiras na competição. A primeira vitória de Brandãozinho na Lusa foi contra a sua ex-equipe, a Portuguesa Santista, em 16 de setembro de 1949, o placar foi de 4 a 1, três gols de Pinga e um de Brandãozinho.

Antenor Lucas só jogou profissionalmente em 4 equipes, Portuguesa Santista, Portuguesa de Desportos, Seleção Paulista e Seleção Brasileira. Disputou 18 partidas pela Seleção Brasileira, conseguindo 13 vitórias, 2 empates e 3 derrotas, atuou na Copa do Mundo de 1954, além de sagrar-se campeão panamericano em 1952 e vice-campeão sulamericano em 1953. Foi campeão brasileiro vestindo a camisa da Seleção Paulista.

Infelizmente, Brandãozinho teve problemas físicos após o Mundial de 54, após uma cirurgia mal-sucedida, ele foi obrigado a encerrar a carreira na Portuguesa. Ele seguiu trabalhando com Nena e Hermírio nas categorias de base da Lusa, chegando a ser técnico da equipe principal, tendo como seu auxíliar Nena.

Zezé Moreira, técnico da Seleção Brasileira, nunca deixou Brandãozinho fora de suas convocações, ele afirmava que o atleta jogava "modernamente" para sua época, ele formou a maior intermediária da história da Portuguesa, ao lado de Djalma Santos e Ceci. Jogou na equipe de ouro da Portuguesa:

Muca, Nena, Noronha, Djalma Santos, Ceci, Brandãozinho, Nininho, Renato, Julinho, Pinga e Simão.

Brandãozinho faleceu no dia 4 de abril de 2000.

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domingo, 23 de maio de 2010

Memória Rubro-Verde: Jair da Costa

Como já estamos começando a respirar a Copa do Mundo, resolvi escrever sobre craques que foram cedidos por nossa Portuguesa à Seleção Brasileira em Mundiais. Tive essa ideia após ver uma reportagem sobre Jair da Costa no canal a cabo ESPN Brasil, matéria esta que será colocada neste post. Daqui até o início da Copa relembraremos neste Blog um jogador luso que disputou Mundiais enquanto ainda pertencia à Portuguesa, o primeiro deles, aproveitando o ensejo, é Jair da Costa.

Jair assinando seu primeiro contrato.

Jair da Costa nasceu em Santo André no dia 9 de julho de 1940. Aos 8 anos de idade mudou-se para Osasco, onde 7 anos mais tarde começa a jogar futebol na várzea, primeiro no Duque de Caxias FC e posteriormente no Cobrasma. Quem descobriu o talento de Jair foi um amigo seu, Marchetti - jogador da Portuguesa desde o infantil - desde então começou a levá-lo para jogar nos juvenis com ele.

Após três semanas de treinamentos, Jair estava quase para desistir por ver que não tinha oportunidades na equipe, foi quando o treinador Nena decidiu lhe dar uma oportunidade. Sua primeira partida foi contra o Corinthians, o clássico estava empatado em 0 a 0 no primeiro tempo, Jair entrou na segunda etapa e modificou o placar do jogo, resultado: Lusa 5x0 Corinthians.

Barbosinha, Fernando, Murilo, Nelson, Benê, Alberto, Jair da Costa, Oswaldinho, Marchetti, Foguinho e Melão foram campeões do Torneio Vicente Feola e do Campeonato Brasileiro de Juvenis em 1958.

Com o time principal precisando de um substituto para Julio Botelho, Jair da Costa foi chamado para integrar o elenco profissional, no dia de sua estreia contra o Batatais, Jair da Costa contunde os dois meniscos enquanto dormia na concentração, fato que deixou perplexo o preparador físico Mário Américo.

Após a inacreditável contusão na cama, Jair finalmente estreia na equipe principal em uma partida contra o XV de Jaú vencendo por 3x1. Começou a se destacar na Lusa, sendo convocado diversas vezes para a Seleção Paulista. Foi convocado para a Seleção Brasileira em 1962, no Mundial do Chile, porém integrou o banco de reservas já que o titular de sua posição era, nada mais, nada menos que Mané Garrincha.

Mesmo na reserva de Mané, Jair da Costa atraiu olhares de Milão, sendo primeiramente descartado pelo Milan e posteriormente contratado pela Internazionale de Milão por 190 mil dólares. Jogou 12 anos pelos nerazzurri, onde conquistou 4 Campeonatos Italianos, 2 Copas dos Campeões e 2 Mundiais.



Os títulos europeus, mais valorizados no contienente do que os mundiais, foram ganhos consecutivamente, em 1964 e 1965, respectivamente sobre o Real Madrid de Gento, Puskas, Di Stéfano e Santamaría, e sobre o Benfica de Eusébio, Coluna e José Torres. Na final de 1965, terminou como herói ao marcar o único gol da decisão. Jair fez parte da Grande Inter da década de 60 ao lado de Giacinto Fachetti, Sandro Mazola, Luís Suarez, Armando Picchi e Tarcisio Burghnich, sob o comando de Helenio Herrera.

Jair da Costa voltou ao Brasil em 1973, após jogar por 10 anos na Itália (9 anos na Inter e 1 ano na Roma), ele pretendia regressar à Portuguesa, porém não houve um acordo na ocasião, acabou indo para o Santos, onde se sagrou Campeão Paulista em 73, coincidentemente dividindo o título com a Portuguesa. Encerrou sua carreira em 1975, com o fim de seu contrato com o time da baixada.

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